segunda-feira, 17 de março de 2014

Não cremos na dor sem Deus
* Ronaldo Lidório

Sempre nos lembramos de Atos como o livro que descreve um Deus que intervém sobrenaturalmente. São línguas de fogo sobre os discípulos, coxos andando, demônios exorcizados, anjos socorrendo os apóstolos e até a sombra de Pedro transformada em instrumento de cura.

Mas nem sempre acontecia assim: Estêvão foi martirizado, Paulo preso e açoitado, discípulos fiéis foram mortos ao fio da espada e lançados aos leões. Além da nossa finita lógica e curta compreensão da história, entre milagres e tragédias, o Senhor Jesus era glorificado e a igreja avançava.
A expectativa do povo de Deus é sempre ver a resposta do Senhor em meio ao sofrimento. Todavia, Atos nos mostra uma verdade aplicável ao nosso dia a dia: nem sempre Deus intervém sobrenaturalmente. Ele não deixa de ser o Senhor da situação, mas, em face da tragédia pessoal, somos convidados a compreender que é preciso olhar além da vida e entender que o projeto maior da nossa existência – glorificar a Deus – não pode ser revogado.
 O Sofrimento Possível
Em Atos 8, Lucas relata que “levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém” (v. 1) e escolhe o termo grego diogmos para definir “perseguição”. Distintamente de efistamai (ataque), a expressãodiogmos está ligada ao sofrimento físico: causar dores, fazer sofrer, punir com sofrimento. A igreja experimentou – de forma violenta – o amargo sofrimento e Lucas descreveu este diogmos: o sepultamento de Estêvão, a prisão dos fiéis e a dispersão. Mas, inspirado, ele vai além. Ao mencionar o martírio de Estêvão (v. 2), Lucas relata que houve um grande “pranto”, usando o termo kopeton, que pode ser lido literalmente como “bater no peito” e indica o sofrimento emocional, a dor da alma, o choro inconformado do coração. Ao lado de diogmos, apresenta um sofrimento físico (fuga, prisões, martírio e espancamentos) e emocional (medo, insegurança, saudade e depressão). O historiador afirma ainda que Saulo “assolava” a igreja (v. 3), utilizando elumeinato. Esse termo – derivado delumaino – aponta para uma assolação (destruição) não apenas física e emocional, mas também espiritual. É o mesmo termo usado em João 10.10, em que lemos que o diabo veio roubar, matar e destruir.
O primeiro relato de Atos 8 é surpreendente: descreve a igreja sofrendo forte ataque físico (diogmos), emocional (kopetos) e espiritual (lumaino). O contexto não centraliza a igreja, mas o ataque a ela perpetrado, o esquema maligno do qual a comunidade de Jesus era alvo, a oposição sobre-humana que atacava o corpo, fazia doer a alma e tentava solapar a fé. A igreja sofria.
O sofrimento permanece entre o povo de Deus hoje. A violência impera na família, vidas são ceifadas em trágicos acidentes, a enfermidade não abandona o corpo, o desemprego e as dívidas tiram o sono, a depressão se abate profusamente sobre a alma e a fé é provada no fogo. Mas a fidelidade do Pai nos mostra que, no mais terrível sofrimento, Ele continua sendo Deus e nunca se ausenta. Mesmo quando silencia, no momento em que preferiríamos um poderoso e miraculoso grito, Ele continua sendo Pai e Senhor. Quando Deus se cala, é preciso olhar além da vida e, em total dependência, crer que Ele é maior do que os homens.

Cantamos um hino em Gana que diz:
Não vivemos para celebrar o sofrimento;
Nem também para chorar;
Mas quando ele vier choraremos;
No sofrimento há Deus;
Não cremos na dor sem Deus,
Não cremos na dor sem Deus.

O Deus Do Impossível.
O outro lado da moeda nos incita a esperar contra a esperança e a crer no Deus dos milagres. Entender o sofrimento como algo possível não implica em perder a expectativa de ver Deus abrir os céus e agir. Geneticamente, na linguagem da fé, nascemos em Cristo com a tendência de crer no impossível.
Voltando a Atos 8, vemos que a igreja sofria pois “foram dispersos pelas regiões de Judéia e Samaria” (v. 1); “Entrementes os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (v. 4). Mesmo no sofrimento, Deus faz a história caminhar para a glória do seu nome e o avanço da sua igreja.
O evangelho sofreu com o martírio de Estêvão, homem cheio do Espírito Santo (v. 2). Caiu um grande líder e incansável pregador, mas Deus levantou Filipe, também cheio do Espírito, que “descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo” (v. 5).
Muitos foram arrastados e encarcerados após o grande pranto sobre Estêvão, a igreja se dispersou e a violência assolou famílias inteiras (v. 3). Tristeza e melancolia eram o que se esperava, mas, no fim, “houve grande alegria naquela cidade” (v. 8). Deus faz o impossível no corpo, na alma e na fé do seu povo.
Em nossa vida, Deus nunca será surpreendido. A despeito do possível caos, das inúmeras derrotas, do vazio no coração, da falta de fé, da ausência de respostas, Deus nunca foi e jamais será surpreendido pelo que pode nos roubar a expectativa de um dia sermos felizes novamente. Ele detém o direito autoral de escrever cada capítulo da nossa existência. É soberano e tem o domínio da nossa história, mesmo quando se cala.
Mas Deus não somente se cala. Ele também fala. Por isso, perante qualquer obstáculo, devemos crer que o Deus dos impossíveis pode fazer o impossível acontecer.
      Mesmo quando o sofrimento vem, Deus permanece no controle de tudo e, portanto, no controle do nosso sofrimento. Olhar além da vida é olhar para o projeto maior na mente do Senhor, é reconhecer que Deus é maior que o homem, que a sua glória importa mais do que a nossa. Como diz o cântico, não cremos na dor sem Deus

 * Ronaldo Lidório - É bacharel em teologia, habilitado em missiologia e pós-graduado em antropologia cultural e intercultural. Desenvolveu diversos projetos sociais e evangelísticos entre o povo Konkomba de Gana, por 9 anos, dentre eles a tradução do Novo Testamento para a língua Limonkpeln. Atualmente lidera uma equipe missionária entre os indígenas do Brasil, sendo pastor presbiteriano filiado à APMT e à Missão AMEM. É autor de 15 livros publicados, dentre eles Indígenas do Brasil, Konkombas, Plantando igrejas e Liderança e integridade. Coordena o Instituto Antropos e é casado com Rossana, com quem tem dois filhos, Vivianne e Ronaldo Junior.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

PORQUE ELE VIVE


PORQUE ELE VIVE
Pr. José Silvano de Barros Filho*
                                    No túmulo onde Jesus foi sepultado, lá em Jerusalém, está escrito: “ELE NÃO ESTÁ AQUI, RESSUSCITOU”.
                                        Essa é a grande e maravilhosa marca do cristianismo. Nós servimos a um Cristo vivo. Ele venceu. Venceu a dor; Venceu o pecado; Venceu a cruz; Venceu a morte. Por isso Ele fala com autoridade: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, EU VENCI O MUNDO” (Jo. 16:33).
                                        Jesus está vivo, e, porque Ele está vivo, podemos crer no amanhã. Porque Ele está vivo não devemos temer. Porque Ele está vivo nós temos esperança, sonhamos, planejamos, nos alegramos, servimos, plantamos, amamos. Olhamos para o mundo em crise e proclamamos que JESUS CRISTO É A ÚNICA ESPERANÇA. O nosso Mestre, que está vivo, pode curar, restaurar, libertar, salvar. Foi Ele quem disse numa sinagoga em Nazaré confirmando as palavras do profeta Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a apregoar a liberdade aos cativos e a dar vista aos cegos; a pôr em liberdade os oprimidos; e anunciar o ano aceitável do Senhor.”(Lc. 4:18 e 19).
                                O nosso Jesus, que está vivo, prometeu que um dia voltaria para buscar a sua Igreja, a sua noiva, para as bodas do cordeiro.
                                Ao instituir a Ceia do Senhor, Ele disse: “...porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Cor. 11:26). Jesus está vivo e voltará. Não tardará, Ele há de voltar.
                                 Igreja, vamos continuar firme a nossa caminhada, cumprindo a nossa missão, a missão que o nosso mestre, que está vivo e voltará nos deixou: “Ide por todo o mundo e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que ESTOU convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (Mt.28:19 e 20).
                                     
                              Por isso, nós cristãos, podemos dizer com absoluta convicção: JESUS ESTÁ VIVO. 

                             FALEI COM ELE HOJE. E VOCÊ?

*Pr. José Silvano de Barros Filho é pastor da Igreja Batista da Graça/Ministério Por Amor Ao Mundo

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

CULTO DE ANO NOVO 2014

Iniciamos orando...

Louvor abençoado com Juan, Suélen e Isaías...



Pr. Silvano Barros...

Irmão Erivan e seu filho Ruan louvando ao Senhor, acompanhado pelo Ir. Isaias









Pr. SIlvano orando por Ruan...


Ir. Penha... Benção do céu...



sábado, 28 de dezembro de 2013

CONFRATERNIZAÇÃO NATAL 2013

Miss. Abel , compartilhando a Palavra de Deus...

Ir. Isaías, foi nosso convidado para louvar a Deus... Foi Benção...

Pr. Silvano Barros, nosso líder espiritual...






Ir. Erivan e esposa, são bençãos em nossa igreja...

Ir. Anderson (pai de Samuel), foi o aniversariante dia 24 de dezembro

Ministério de Senhoras, tiveram participação no Culto ao Nosso Deus...





Ir. Penha, Erivan e Nina, pessoas integras diante de Deus e dos homens...

Ir. Jodilson e familia, foram convidados do Pr. Silvano e foi muito bom tê-los conosco...


terça-feira, 26 de novembro de 2013

CULTO DOMINGO 24 de NOVEMBRO de 2013

Culto abençoado...

Participação do Ministerio R 1:16

Até as crianças oravam...

Pr. Silvano foi nosso preletor.

CULTO DIA 17 DE NOV 2013 - CULTO DE MISSÕES

Iniciamos o Culto Orando...

Participação da Ir. Penha

... Pr. Silvano,

Ir. Erivan...

...e a MISS. ANA CELINA MOREIRA foi nossa preletora.

Teve o Cultinho Infantil com a Miss. Juliana Freitas...

...Oração com o Pr. Silvano Barros..

e a presença do meu neto Samuel Anderson.